Fábula IITILiana

Segue um texto muito interessante que mostra de maneira caricata e curiosa os serviços de TIC e seus personagens rs. Espero q gostem!!! abraço

Era uma vez em um país muito longe daqui chamado CORPORAÇÃO, um grande rei chamado CEO que um dia, ao avaliar os orçamentos do próximo quarter , viu que o custo com os computadores e todos aqueles sistemas, redes, bancos de dados, storages (que coisa seria isto ?!?) e serviços outsourceados eram de arrepiar.

Curioso com os vultosos valores, ele foi aos seus súditos e perguntou:

Será que todos estes computadores e parafernálias são realmente necessários? Não dá para cortar o custo disto em 25 % ?
SIM, SÃO VITAIS … – bradaram os súditos na reunião de alinhamento estratégico e orçamentação em meio a esconjurações e barulhos de espanto e temor –… é isto que mantém nosso negócio ágil e flexível. Não podemos mais rodar o negócio sem sistemas, e-mail e acesso a internet.

Os súditos ainda explicaram como é danoso para o país CORPORAÇÃO quando a informática, que agora se chamava TIC, não funcionava direito. Isto gerava várias perdas financeiras, insatisfação interna e externa e eventualmente redução do valor do bom nome do país CORPORAÇÃO.

Então o grande rei CEO, já convencido da importância da tal de TIC, em tom sério e solene, fez outra pergunta:

Será que esta é a melhor TIC que podemos ter pelo grande preço que estamos pagando?!?

Esta pergunta, dentre todas as sábias perguntas (… todos sabiam que, por definição, todas a perguntas e afirmações do rei são sábias) do grande rei CEO, era uma das mais sábias e também difícil de ser respondida. Então os súditos presentes, tentando passar o mico para outro, foram céleres buscar outro súdito chamado CIO, que nunca estava presente a este tipo de encontro, para responder o questionamento do rei.

Estando o CIO em frente ao rei CEO, e todo o resto dos vassalos reunidos, respondeu ao grave questionamento:

– Meu rei, temos sim, a melhor TIC que podemos pagar. Vemos isto pelos indicadores de disponibilidade de servidores, redes e links, pelos tempos de resposta de sistemas, pela baixa quantidade de incidentes e baixo tempo médio de resolução e altos índices de atualização tecnológica. Acompanhamos isto em relatórios mensais e reuniões de avaliação.

O grande rei CEO não ficou satisfeito com a resposta, talvez porque ignorasse completamente o que fosse um servidor, uma rede e o tal de “link” (que bem poderia ser um sobrenome…) e ponderou que já que sabiam quanto custava a tal da TIC, tinham que saber quanto ela vale, e perguntou:

Como a TIC apóia os negócios do país CORPORAÇÃO?

Esta sim era uma pergunta de amargar, que ninguém, nem o CIO, sabia responder. Mas pensando em como atender ao seu grande rei, o CIO lembrou de uma conversa que ouviu em uma de suas idas a taberna do bit quebrado, e então falou:

– Grande Rei, ouvi recentemente que existe uma nova magia se tornando hype no nosso país que justamente discutia o valor da TIC ao negócio através dos SERVIÇOS que eram fornecidas pela dita cuja.

Boquiabertos e interessados, todos os presentes, menos o rei CEO (que por ser sábio por definição, não pode se dar ao desfrute de ser igual aos demais), perguntaram:

O que é Serviço de TIC? – Serviço de TIC – começou a responder o CIO – são meios de entregar valor á CORPORAÇÃO, sem que sejam repassados os custos e risco específicos de propriedade dos serviços. Estes ficam por conta do PROVEDOR de serviços.

– OHHHHHH! – Exclamaram todos os súditos.

E o CIO continuou – E ainda dá para gerenciar o valor agregado dos serviços escolhendo em quais serviços faremos mais investimentos e em quais faremos menos.

Interessado, o grande rei CEO, perguntou.

– É mesmo?!? Como se chama esta nova magia e como funciona?


– Chama-se ITIL e faz o controle do valor agregado através do gerenciamento do ciclo de vida dos serviços listados em um CATÁLOGO DE SERVIÇOS – e comentando com o súdito mais próximo em tom de confidencia – … encantos e sortilégios pesados mesmo.

Foi quando, lá do fundo da sala, outro súdito magrinho, de óculos e cheio de revistas especializadas em TIC na mão, disse …

– Conheço esta lenda também, mas não creio que isto vá nos ajudar… identificar os serviços de TI é coisa difícil pois os usuários nem sabem o que querem, quanto mais o que usam,e além disto, quantificar seu valor é algo que nunca vi acontecer. Isto não vai funcionar…

– UHHHMMM! – Exclamaram todos os súditos, ponderando sobre os argumentos do súdito mirrado.

Ao perceber que tinha chamado a atenção com seu argumento, o súdito mirrado viu a possibilidade de se promover e, quem sabe, até mesmo de ter o título honorifico do CIO e continuou…

– Na verdade, o que já vi acontecer, foi várias destas promessas de solução e melhoria por processos virarem moda e gastarmos esforços e dinheiros nisto para não darem em nada. Digam-me o que sobrou de cada uma destas modas?
– É É É É É É É É !!!– Exclamaram todos os súditos, menos o CIO que ficou um pouco chateado com este alpinista profissional mirrado, quatro-olhos e almofadinha.

O grande rei CEO que não era bobo nem nada para confiar em oportunistas interesseiros, agradeceu ao súdito mirrado dando-lhe o controle do setor de administração de filtros de café e contagem de clips de papel da CORPORAÇÃO. E pediu ao CIO para buscar um mago de muita prática nas artes do ITIL, para trabalhos consultivos em Gerenciamento de Serviços de TIC.

Algumas semanas depois, o CIO voltou com um mago de barbas brancas, chapéu pontudo, que criava rinocerontes, muito conhecido nos arredores da CORPORAÇÃO, e renomado especialista em ITIL.

O mago, depois de realizar o diagnóstico de maturidade de processos da TIC da CORPORAÇÃO, declarou:

Tudo começa com o CATÁLOGO DE SERVIÇOS. Depois os outros processos...

Então a equipe de TIC da CORPORAÇÃO criou o catálogo de serviços e discutiu o valor de cada serviço (usaram as palavras mágicas UTILIDADE e GARANTIA para definir o valor do serviço), começaram a administrar os Níveis de fornecimento DEFAULT e por fim, o custo e o investimento a ser realizados em cada serviço.

Depois eles começaram a qualificar os processos até um nível de maturidade adequado, inclusive com a sagração de alguns GERENTES DE PROCESSO (… mas isto é outra história…).

E depois de um tempo, o grande país CORPORAÇÃO, por conta de sua competência em administrar serviços de TIC, tornou-se muito mais eficaz, eficiente e tomou uma posição de BEST-IN-CLASS no seu segmento de atuação.

E foram todos felizes para sempre…

Menos o súdito mirrado e alguns outros revoltosos que continuavam a achar que isto, mais cedo ou mais tarde… “não vai dar certo”.

O FIM.

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