Pé de Pêra

Um homem tinha quatro filhos. Ele queria que seus filhos aprendessem a não ter pressa quando fizessem seus julgamentos. Por isso, convidou cada um deles para fazer uma viagem e observar uma pereira plantada num local distante.

O primeiro filho chegou lá no INVERNO, o segundo na PRIMAVERA, o terceiro, no VERÃO e o quarto, o caçula, no OUTONO.

Quando eles retornaram, o pai os reuniu e pediu que contassem o que tinham visto.

O primeiro chegou lá no INVERNO.
Disse que a árvore era feia e acrescentou: “- Além de feia, ela é seca e retorcida!”

O segundo chegou lá na PRIMAVERA.
Disse que aquilo não era verdade. Contou que encontrou uma árvore cheia de botões e carregada de promessas.

O terceiro chegou no VERÃO.
Disse que ela estava coberta de flores, que tinham um cheiro tão doce e eram tão bonitas, que ele arriscaria dizer que eram a coisa mais graciosa que ele jamais tinha visto.

O último filho chegou no OUTONO.
Ele disse que a árvore estava carregada e arqueada, cheia de frutas, vida e promessas…

O pai então explicou a seus filhos que todos eles estavam certos, porque eles haviam visto apenas uma estação da vida da árvore…
Ele disse que não se pode julgar uma árvore, ou uma pessoa, por apenas uma estação. A essência do que se é, (como o prazer, a alegria e o amor que vem da vida) só pode ser constatada no final de tudo, exatamente como no momento em que todas as estações do ano se completam!

Se alguém desistir no INVERNO, perderá as promessas da PRIMAVERA, a beleza do VERÃO e a expectativa do OUTONO.

Não permita que a dor de uma estação destrua a alegria de todas as outras.
Não julgue a vida apenas por uma estação difícil.
Persevere através dos caminhos difíceis e melhores tempos certamente virão, de uma hora para a outra!!!

REFLITAM!!!

2 comentários em “Pé de Pêra

  1. É como dizia meu bisavô pra justificar seu sobrenome… “o pau-pereira é um pau de opinião… todo o pau floresce e cai, mas o pau-pereira não”.. kkk
    Obviamente que seu comentário transcende à esfera da fruta em si, mas eu não podia deixar de lembrar do meu bisa que era uma pessoa formidável. Talvez por ter vivido com inteireza todas as estações da sua vida. Ele morreu a beira dos 100 anos com um incrível alegria de viver. Invejável.
    Obrigada, amigo, por me fazer lembrar.
    Beijo!

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